Olhos pequenos de cor indefinida
Miravam as sinistras palavras
“Velar as bombas e fugir à frente do
Vento”
A Peste veio vagueando pelas vielas
Silenciosa e faminta fechando os
pequenos olhos.
Os céus abriram-se em funesta
tempestade
Pairando pelos telhados enegrecidos
Um fumo voraz gelou as palavras
Afogando-as nas gargantas de homens
de fé.
Ergueu-se das ruínas a beleza do fim
Dama cortejada pelas legiões do
Inferno
Amada e confidente da crueldade do
Inverno
Imponente e implacável ave de
rapina.
Passagens estreitas, negras e
imundas
Desceu à terra a Peste vestida de
fomes noturnas
Do veio de sangue desceu a ruína e a
dor
