sexta-feira, 3 de outubro de 2025

A PESTE



Olhos pequenos de cor indefinida

Miravam as sinistras palavras

“Velar as bombas e fugir à frente do Vento”

A Peste veio vagueando pelas vielas

Silenciosa e faminta fechando os pequenos olhos.

 

Os céus abriram-se em funesta tempestade

Pairando pelos telhados enegrecidos

Um fumo voraz gelou as palavras

Afogando-as nas gargantas de homens de fé.

 

Ergueu-se das ruínas a beleza do fim

Dama cortejada pelas legiões do Inferno

Amada e confidente da crueldade do Inverno

Imponente e implacável ave de rapina.

 

Passagens estreitas, negras e imundas

Desceu à terra a Peste vestida de fomes noturnas

Do veio de sangue desceu a ruína e a dor


E da imoral luxúria o escárnio do amor.

Bruno Carvalho

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